terça-feira, 21 de maio de 2013

O ANJO - WILLIAM BLAKE (POESIA / ÁUDIO)


Eu recitando "O Anjo de William Blake" em áudio, gravação realizada para o programa de webradio que eu apresentava "Na Sombra da Noite"




domingo, 22 de abril de 2012

DOIS ELOS (POESIA)


Vendavais de sangue e amor
       Porque ausentes de obsessões
            a revelia
               a vida
                  o verso
                     Elos de fogo
                        Dúvidas
                            Expressa palavra sem
                                Pergunta
                                    Faca das marés
                                        Dos santos perdidos
                                             ao extremo

DE: LADY MARYAN



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SONHO ILUSÓRIO(POESIA)





Anjo localizador
   Do mundo real ou
        Ilusório
           Um namorado
                  Uma sombra
                       Na gráfia do mapa
                               de navegação
                                     faz discurso
                                          com sucesso!

DE: LADY MARYAN



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ANDAR SOLITÁRIO(POESIA)


Em uma longa jornada se está
Caminhando sozinho,se dirigindo para o nada.
Ainda que se pense em fazer algo
Continua a andar sem pressa com passos lerdos.
Por uma alameda com outra rua paralela
Tenta uma fuga,mas escorrega caindo ao chão
Mas,rapidamente se levanta e anda
Sentindo muita solidão quase não tem uma ilusão que chegue a algum lugar.
Então,prossegue o seu andar
E ás vezes se pergunta:
- Será que conseguirei chegar a algum lugar?
Então caminhando passa por muitos lugares
Cinzentos,frios e desoladores chegando a sentir um certo cansaço
Diminue seu passo
Pára por um segundo se achando o pior do mundo,mas depois de pensar...
Volta atrás e acaba entendendo que por tudo aquilo precisa passar em sua vida
Pois, é preciso se encontrar!
Consigo mesmo e assim compreenderá que para alcançar um objetivo é preciso caminhar ainda que
sozinho possa estar.
Cansado e solitário ficará a procurar
SE agarrando com todas as forças á esperança que carrega de que um dia
não mais estará sozinho a caminhar.
Em seu andar solitário a desbravar.
Sonhos diurnos,ilusões perdidas ao longo de sua vida
Agora já não pensa mais nada!
Apenas aguarda,
Apenas aguarda...
Que tudo isso mude,
Já não importa mais nada
momentos de fama,triunfos e glórias.
Se,se está caminhando solitariamente
á procura de sí mesmo
Construindo uma história!!

DE: LADY MARYAN



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VISÃO POÉTICA (POESIA)


Estrela da loucura parece sair
de lugares ermos.
Com olhos do mundo e com
Cabelos das minhas margaridas
Negras com reflexos lilás
Em sobressalto
Em direção a morte e o rosto
Vázio saído de um mundo
sombrio



DE: LADY MARYAN


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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A ROSA ( CONTO) LADY MARYAN



Estava eu sem nada pra fazer em um dia qualquer do mês de junho,quando então resolvi dar umas voltas,mais precisamente nas proximidades da avenida mais importante de São Paulo, a Avenida Paulista.
O vento gelado parecia que embriagava a cidade de frio, uma neblina já se fazia cair do céu cinzento e eu ali caminhando em meio a tantas pessoas, eu me sentia tão só, vazio e desolado mesmo estando fazendo parte daquela multidão.Era como se eu estivesse completamente ilhado em mim mesmo.Segui caminhando por ruas,agora secundárias e acabei me deparando com um cemitério, não sei porque aquele local me atraiu tanto e acabei entrando lá.
A princípio me pareceu um lugar sossegado, de uma imensa paz e de uma beleza arquitetônica inigualável.
Começo a caminhar por aquelas alamedas estreitas um tanto que distraído em meus pensamentos quando de repente me deparei com aquela cena.
Uma bela garota sentada á beira de um túmulo com uma rosa vermelha entre suas mãos e ela chorava muito.
Eu fiquei completamente tomado por sua beleza, era lindíssima, com cabelos longos pretos, uma pele muita branca que chegava a ser pálida e não sei porque eu me senti tão atraído por ela e então me aproximei e disse a ela:
- Posso ajudá-la?
Então ela levanta sua cabeça e olha diretamente em meus olhos, olhos esses que nunca eu virá igual, grandes e azuis, seu olhar penetrante parecia perfurar minha alma senti meu coração bater mais rápido e queimava como se estivesse em chamas.
- Não ninguém pode me ajudar.
- tem certeza?
- Sim agora é tarde! Muito tarde!
Então em um gesto instintivo eu a abracei como se quisesse confortá-la de alguma maneira.
Ao abraçá-la senti seu corpo um tanto gelado,mas estávamos envoltos por aquele vento gelado que soprava,foi aí que tive uma idéia.
Vamos entrar naquela capela a nossa frente, ela está aberta assim podemos nos esconder do frio um pouco.
Então eu perguntei a ela seu nome.
E ela me disse que se chamava Elaine Cristina e que estava muito triste e que a pessoa ali enterrada se matou a alguns meses e ela conhecia muito bem.
Não fique assim eu disse a ela, você é muito bonita para ficar assim tão triste.
- Você acha mesmo?
- Claro que sim!
- Obrigada por pensar isso de mim.
- Imagine! Como eu gostaria de ter uma namorada como você.
- È mesmo! Está falando sério?
Por alguns segundos um silêncio absoluto tomou conta de nós e fui eu quem quebrou o silêncio.
- Você quer, você aceita ser a minha namorada?
- Sim!!Mas qual é mesmo o seu nome?
- Oh! Me desculpe , me perdoe por favor meu nome é Caio.
Assim o final do dia se aproximava e Elaine Cristina estava um pouco preocupada, foi então que eu a envolvi em meus braços e como conseqüência nosso beijo aconteceu foi algo assim maravilhoso como jamais eu havia experimentado em minha vida.
Entretanto tínhamos que ir embora dalí,saímos daquela capela e começamos a caminhar por entre túmulos e inúmeras capelas quando eu escuto alguém me chamar.
Hei!Hei!Você aí.
Então me voltei para trás para ver do que se tratava, vi então que era um funcionário do cemitério, virei-me para Elaine Cristina e disse:
- Me espere um momento por favor!
Fui de encontro ao funcionário e ele me diz fazendo gesto com seu relógio que já iam fechar o cemitério e teria que sair logo.
Eu lhe respondi que tudo bem!
E ao virar para Elaine Cristina levei um susto e não entendi nada ,ela simplesmente havia desaparecido,fiquei por alguns segundos perplexo completamente inerte,como poderia alguém desaparecer assim do nada.
Então nem sei como eu comecei á caminhar pelo mesmo caminho que entrei no cemitério e ainda sem entender nada, completamente confuso.
Subitamente olhei para aquele túmulo, o mesmo em que eu a vi chorando com aquela rosa nas mãos.
Só que para a minha surpresa havia uma rosa igual aquela que Elaine Cristina segurava em cima do túmulo e para meu desespero total na pequena placa em cima do túmulo estava escrito o seguinte:

“AQUI JAZ UM ANJO DE PUREZA
QUE VEIO DOS CÉUS, PARA A
TERRA. MAS QUE AGORA RETORNA PARA SEU LUGAR
DESCANSANDO NO SONO ETERNO”
ELAINE CRISTINA VAZ DO AMARAL

Caio fica chocado, estarrecido com aquilo e saí andando desesperado. Lágrimas escorrem pelo seu rosto.
E ao chegar perto da saída depara-se com o funcionário do cemitério e este o pergunta:
- Moço tudo bem? Parece que viu um fantasma?
E Caio lhe diz:
- Você viu a moça que estava comigo?
- Que moça? Como ela era? Perguntou o funcionário.
Caio lhe falou como ela era. O funcionário então diz pra ele que não era o único que disse ter visto esta moça.
- “A moça da rosa”!
Caio olha para o funcionário com espanto e não diz mais nada.
Apenas abaixa sua cabeça, totalmente desolado, e saí andando desiludido e confuso vai andando por aquela rua em direção da avenida principal onde pegaria o metrô para voltar pra casa.
Levando consigo um amor á primeira vista, desilusão e aquela rosa a mesma que Elaine Cristina segurou entre suas mãos.



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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

POESIA: AMOR ETERNO


Amor Eterno

Sob a luz do luar
Dois amantes cheios de paixão
Embriagados pela beleza da sedução
Derramam seu sangue!!
O sangue da paixão!!
Esperaram por tanto tempo...
Parecia a eternidade.
E agora,
Finalmente juntos! Para sempre
Envoltos pelo manto negro da noite e
Ouvindo cantos noturnos que pareciam
Sair da imensa escuridão...
Eles brindam!!!
Naquelas mórbidas taças feitas de crânio...
E depois de muito se amarem...
Em um ruflar de suas belas asas negras
Eles se vão...
Para o alto daquela colina
Em meio aquelas ruínas onde um dia fora um castelo,
O castelo
Do amor eterno

De: Lady Maryan
Especialmente para o programa “Vox Vampyrica”


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